Como aceder à nossa intuição através de cartas?

Atualizado: 12 de Nov de 2019


Há pouco mais de 3 meses começei a usar cartas intuitivas nos meus rituais diários. Encontrei-as por acaso numa fase da minha vida em que me sentia profundamente desconectada de mim e a ouvir repetidamente a cassete do medo: a que me dizia que não era boa o suficiente. Senti-me paralisada durante meses, incapaz de fazer o que quer que fosse. Não publicava quase nada nas redes sociais, deixei de escrever e até de dançar. Eu que não sou nada de comprar coisas impulsivamente, talvez por estar aborrecida nesse dia comprei umas para mim também.

Elas chegaram e eu mal as vi apaixonei-me à primeira vista! São tão delicadas, graciosas, femininas e cheias de simbolismos e misticismo. São no total 44 cartas de oráculo e cada uma tem uma ilustração e uma mensagem especial tão bonita.


A minha curiosidade leva-me sempre a experimentar coisas novas, até as mais loucas. E já há imenso tempo que a curiosidade crescia no que toca a cartas intuitivas. Quero realçar a diferença destas cartas intuitivas de cartas de tarot. O mundo do tarot ainda é por mim quase que completamente desconhecido (talvez a curiosidade também irá lá chegar, mas por enquanto não). As cartas de tarot são cartas fixas com significados mais específicos. Já estas cartas intuitivas têm infinitos significados e interpretações e podem ser usadas de uma forma mais livre e intuitiva.

Eu sei que é fácil formarmos ideias pre-concebidas sobre todo este Universo da espiritualidade. Eu própria tenho os meus limites no que toca a este mundo. No entanto, gosto sempre de manter uma mente e o coração aberto a novas ideias e não rejeitar nenhuma hipótese, até porque já mudei de opinião tantas vezes (e ainda bem). Gosto de experimentar as coisas por mim e formar a minha própria opinião, e sinceramente é bem divertido. No fundo cada um sabe o que faz sentido para si, sem julgamentos ou críticas!


A utilização destas cartas pode ser diferente de pessoa para pessoa, e mesmo eu utilizo-as de uma forma única e especial para mim. Não quer dizer que seja a forma mais correta e que toda a gente o faz assim. Aliás, não existem regras - aqui está toda a piada destas cartas.


Utilizo-as como forma de aceder à minha própria intuição, e a verdade é que resulta.

É na voz da nossa intuição que residem todas as perguntas à qual procuramos uma resposta. E é quando nos desconectamos dela que surgem dúvidas existenciais ou paralisamos sem saber bem o que fazer.

A nossa intuição é simplesmente a voz do nosso coração, da nossa alma.

Todos nós seres humanos somos uma constante dualidade. Co-existem ao mesmo tempo duas vozes paralelas: a voz do medo e a do nosso coração.

A do medo geralmente é a mais alta, a mais barulhenta. É a voz que duvida de tudo, a que encontra sempre algo que não está bem, a que procura conforto e segurança, a que nos diz para não arriscar ou que ainda não estamos preparados. É apressada, bruta, repetitiva e insistente. Esta é a voz que nos mantém em alerta constante, e apesar de nos ter salvado a vida já vezes sem conta, quando acaba por comandar todas as nossas decisões também acaba por matar ideias, projetos e muitos sonhos. Esta voz é a que nos diz que nunca seremos capazes.


A do coração é suave, calma, gentil e paciente. Geralmente aparece sempre quando estamos em silêncio e paramos para a ouvir. Esta é a voz que procura a expansão e o nosso crescimento porque lsabe que a nossa alma vive para sempre, seja sob a forma humana ou não. A voz que nos faz seguir os nossos sonhos, a voz que quando ignorada nos deixa desconectados do nosso lado mais divino.


Ambas co-existem ao mesmo tempo. E talvez uma não viva sem a outra. Ambas fazem parte da fragilidade humana.

A verdade é que vivi no medo durante demasiado tempo. Sei de cor a voz dos meus medos, dizem sempre o mesmo: que não sou boa o suficiente, que sou estranha e ridícula até! Nunca têm nada de novo para contar. No fundo são bem aborrecidos. E eu meio que me cansei deles.

A voz da intuição é bem mais interessante. Quando crio espaço para lhe dar atenção e ouvir tem sempre coisas incríveis para me contar. Todos os dias me conta um sonho novo, ou uma nova ideia que o medo nunca aprovaria.


Esta é a voz que procuro sempre que tenho de tomar decisões, esta é a voz que procuro para me guiar no meu caminho. E apesar de o medo não poder ser completamente ignorado (sim, ele continua sempre lá bastante barulhento), somos sempre nós que decidimos a qual das duas vozes prestar mais atenção.


Ao longo dos anos, fui experimentanto novas formas de aceder a esta voz de forma a criar mais tempo e espaço no meu para ela. Sentia que assim poderia criar alguma harmonia em mim, ao contrabalançar a voz do medo e a prestar mais atenção ao que a voz da minha intuição me dizia.

Hoje consigo chegar a ela facilmente no meu dia. Quando a voz do medo se torna mais intensa consigo chegar a ela através da escrita, da meditação e até da dança. As cartas vieram de uma forma diferente e divertida ser mais uma ferramenta no meu kit.

Uso-as de uma forma bem simples: todas as manhas tiro sempre alguns minutos em silêncio para me conectar comigo e com a minha respiração. A maioria das vezes faço este ritual a seguir à minha meditação. De seguida baralho as cartas e enquanto o faço foco-me numa minha intenção: muitas vezes pode ser numa decisão que tenho de tomar, uma ideia que quero seguir, algum desafio que tenha à minha frente, ou simplesmente uma pergunta.

Quando termino de baralhar, percorro o baralho voltado para baixo com as mãos até tirar uma carta de alguma forma me chame mais a atenção (não há muita ciência no processo!).

Quando tiro a carta e leio a sua mensagem, tiro sempre uns momentos para simplesmente comtemplar tudo o que ela despertou em mim. Que emoções vieram ao de cima, que mensagem interpretei.

Tento não pensar demasiado e sinto que usar estas cartas de forma tão livre de alguma forma ajuda a maneter o meu consciente de querer controlar tudo à minha volta. Deixo simplesmente fluir, qualquer carta que me calhar seria a carta destinada para mim.

É por isso que cada carta tem sempre uma interpretação única para cada pessoa, consoante a sua intenção e consoante a jornada em que se encontra. Pessoas diferentes terão sempre uma interpretação diferente e única. Podemos ler a mesma frase e ver a mesma imagem e interpretar coisas opostas. E é por isso que estas cartas são tão poderosas, porque nos dão acesso a informação sobre nós mesmos. São canais de acesso à tua sabedoria interior são catalizadoras para procurares a tuas próprias respostas em ti mesma.

As cartas vêm com um pequeno manual com a explicação de como usar e o significado de cada carta. No entanto, raramente o uso. Prefiro fazer a minha própria interpretação única, porque eu saberei sempre a mensagem melhor do que ninguém. E por isso não costumo usar nenhum guia - são cartas intuitivas, usa como a tua intuição te disser para usar, não existe uma forma errada.


Estes últimos meses tenho adorado utiliza-las como forma de me conectar comigo mesma, tenho-me sentido uma verdadeira feitiçeira com poderes mágicos. E sempre que tenho de tomar uma decisão importante, agora recorro sempre a elas - até porque torna o processo de tomar decisões mais divertido. E não imaginam a quantidade de coincidências que acontecem sempre que as uso, a quantidade de vezes que recebo um sinal através delas. Já repararam que sempre que pedimos sinais eles geralmente chegam?


Podem encontrar as cartas aqui: Work Your Light Oracle Cards




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